ISSN 1807-1783                atualizado em 07 de abril de 2014   


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O Propósito do Abolicionismo de Joaquim Nabuco

Olhando criticamente para a lei de 28 de setembro de 1871, Joaquim Nabuco, no seu livro "O Abolicionismo", afirmou que a ela "sucedeu outra calmaria de opinião, outra época de indiferença pela sorte do escravo". No seu entender, portanto, só a partir de 1879 é que o movimento denominado de abolicionismo teria realmente desabrochado no Brasil. E somente este, na opinião de Nabuco, é quem resolveria o verdadeiro problema dos escravos, que seria a sua própria liberdade. Em complemento a ideia anterior, defendeu que a opinião abolicionista sobre a escravidão teria vindo para substituir todas as demais, já que, diferentemente delas, concebia que "todas as transações de domínio sobre estes humanos são crimes que só diferem no grau de crueldade". A luta já não era mais contra os interesses de expansão da escravidão, como era o tráfico, ou as suas esperanças, como a fecundidade da mulher escrava, mas diretamente contra as suas posses. leia mais

DOS ALUNOS

Brevíssimos Apontamentos sobre a Ideia de Vida Cotidiana no Antigo Egito: Entre História e Historiografia

O método de se proceder com um estudo contribui no sentido de conferir legitimidade ou não para o mesmo. Aliando-se a isso, tem-se a própria maneira de como a historiografia trata a história. Em artigo publicado pela base de dados da SciELO (Scientific Electronic Library Online), Norberto Luiz Guarinello (2004) faz uma crítica contundente ao modo de como os historiadores estão tratando a própria história. O eurocentrismo empobrece os caminhos de estudo e, mesmo assim, é muitas vezes tratado como cânone pela historiografia contemporânea, sendo "um claro viés, uma visão arbitrária e ideológica" que teve sua importância, mas que hoje é "anacrônico e claramente insuficiente" (GUARINELLO, 2004, p. 15). leia mais

ARTIGOS

La Musique Savante Manque a Notre Désir (Rimbaud, Illuminations) - Músicas Populares E Músicas Eruditas: Uma Distinção Inoperante?

Num ambiente acadêmico onde ainda ecoam as sagradas escrituras da Escola de Frankfurt, uma abordagem do fenômeno musical numa sociedade de massas pela história cultural traz novos ares para o dogmatismo que tem dominado o ensino superior de música, tanto nos conservatórios quanto nos departamentos de música das universidades pelo mundo, graças à militância germânica que remonta a II Escola de Viena, ou mesmo antes, com Hanslick e Schenker. Sem, é claro, querer resolver todos os problemas, mas dando uma nova luz ao que antes encontrava-se "debaixo do tapete", varrido sumariamente por aqueles que, ao invés de tentar compreender e redimensionar a compreensão da situação, têm preferido ignorar o fenômeno da cultura de massas e tentar forçar a aplicação de uma filosofia da música de índole aristocrática, baseada numa sociedade de baixo consumo, no seio de uma sociedade pós-industrial. leia mais
Manutenção do Tráfico e a Lei de 1831: Relações Internas e Externas e suas Motivações
Tecer o real implica a codificação e disposição conceitual do mundo em um determinado tempo e lugar histórico, uma forma de expressão do pensamento simbólico. Nesta perspectiva, pretendemos identificar na estrutura poética dos relatos míticos cantados nos primeiros 382 versos de Os trabalhos e os dias pelo aedo arcaico Hesíodo, alterações que marcam o tempo do poeta e que ensejam novos parâmetros intelectuais para os gregos dos séculos seguintes. leia mais

Os Guarani Transfronteiriços: A Realidade de quem Existe sem Existir
Neste trabalho, entendem-se como Guarani transfronteiriços os grupos linguisticamente guarani que têm vínculos e dinâmicas socioculturais presentes em mais de um dos seguintes países: Argentina, Brasil e Paraguai. No Brasil vivem pelo menos três grupos linguisticamente guarani: os Kaiowa, os Guarani Ñandeva ou apenas Guarani no Mato Grosso do Sul e, por fim, os Guarani Mbya. leia mais