ISSN 1807-1783                atualizado em 16 de agosto de 2011   


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Pedro Malasartes: A Personificação da Figura do Anti-Herói e do Malandro

por Talitta Tatiane Martins Freitas

Talitta Tatiane Martins Freitas*

Sou mala sem ser maleiro / sou ferro sem ser ferreiro / sou nordestino e brasileiro / eternamente herdeiro do meu passado estrangeiro

Eu sou Pedro Malasartes, o sabido sem estudo, eu nasci sem saber nada e vou morrer sabendo tudo.

Autor desconhecido

A figura de Pedro Malasartes associa-se à do apóstolo Pedro, como anedotário de habilidades imperturbáveis, muitas vezes impróprias para o seu estado e título. Em países como Itália, França e Portugal, São Pedro aparece como simplório, bonachão, mas cheio de manhas e cálculos. Ao mesmo tempo, ele é uma espécie de mediação entre o humano e o sagrado, entre o povo e a autoridade, havendo uma dualidade em sua figura: alguém poderoso, ainda que ocupe um cargo “subalterno” como o de porteiro. Malasartes é uma personagem tradicional dos contos populares da Península Ibérica, e possivelmente chega ao Brasil por meio dos imigrantes portugueses. Em Portugal, a mais antiga citação a essa figura é a cantiga 1132 do Cancioneiro da Vaticana: chegou Payo de maas Artes, datando de fins do século XIV.

Roberto DaMatta começa o seu texto O mito de Malasartes nos chamando a atenção para “[...] um conjunto de narrativas e fatos sociais aparentemente inocentes, mas que, precisamente por isso, são básicos para o entendimento dos modos pelos quais nos definimos como sociedade, povo e nação”,[1] e com certeza a figura de Pedro Malasartes, se mostra crucial para essa compreensão. Afinal, ele é o “anti-herói”, o típico malandro brasileiro.

A figura do malandro há tempos é, especialmente, vinculada às rodas de samba, estilo musical que nos anos de 1930 passou de “dança de preto” a “canção brasileira para exportação”. Segundo Lilia Moritz Schwarcz, a figura do malandro é “[...] caracterizada por uma simpatia contagiante, o malandro representa a recusa de trabalhos regulares e a prática de expedientes temporários para a garantia da boa sobrevivência”.[2] E a diante ela continua:

“Deus é, portanto, brasileiro, e o país passa a ser representado por essa figura. Bem-humorado, bom de bola e de samba, o malandro era mestre em um tipo de postura resumida, nos anos 50, na famosa expressão ‘jeitinho brasileiro’: aquele que longe dos expedientes oficiais usava a intimidade para o seu sucesso”.[3]

DaMatta também ressalta essas “qualidades” nos contos de Malasartes, pois, para ele,

“[...] não há dúvida alguma de que estamos diante de um ‘herói sem nenhum caráter’, ou melhor, de um personagem cuja marca é saber converter todas as desvantagens em vantagens, sinal de todo bom malandro e de toda e qualquer boa malandragem. [...] Na linguagem moderna do Brasil, Pedro Malasartes, acima de ser um herói sem caráter, é um subversivo, perseguidor dos poderosos, para quem sempre leva a dose de vingança e destruição que denuncia a falta de um relacionamento social mais justo entre o rico e o pobre [...]”.[4]

Essa capacidade de transformar as desvantagens em vantagens se torna constante em todas as histórias de Pedro Malasartes. Quase como um Darwinismo Social (onde o meio desfavorável impõe aos sujeitos uma modificação de valores e, acima de tudo, o raciocínio rápido e sagaz), Malasartes utiliza-se da inteligência e astúcia para conseguir ludibriar e sobreviver. Assim, se aos patrões é dado o poder econômico (algo externo e plausível de ser retirado), ao nosso personagem é atribuído algo que em hipótese alguma pode lhe ser tomado: o poder dos fracos.[5]

Sendo assim, por meio do logro (arma dos espoliados), Malasartes lida de maneira astuta e graciosa com seus opressores. “A tradição picaresca perpassa a criação e a vida nordestina, também as matrizes universais do conto popular”,[6] como nos lembra Jerusa Pires Ferreira. Esse tipo de comportamento aproxima esta personagem com o Mefistófeles de Goethe, visto que este também se situa entre um pícaro e um malandro. Trata-se de uma malícia subversora, um demônio que, por sua linguagem e postura, se encontra em proximidade com o mundo terreno, não estabelecendo uma distância hierárquica.

Se Mefistófeles é extremamente sedutor em suas propostas pactuarias, Malasartes também se mostra um conhecedor da natureza humana, pois oferece aos outros exatamente aquilo que eles almejam. Ambas as personagens são extremamente astutas em saber identificar qual dos “sete pecados capitais” seus logrados estão mais propensos. Porém de todos os sete, um se mostra sempre presente: a vaidade.

Vaidade no sentido de querer sempre algo que a torne superior ou diferente; vaidade em querer levar vantagem na compra de um objeto “mágico”; vaidade em julgar-se mais esperto do que um “pobre coitado” ignorante que não tem a mínima idéia do que tem nas mãos (um urubu que adivinha, uma panela que não precisa de fogo, um passarinho raro, etc.).

Segundo Newton Ribeiro Rocha Jr.,

“Personagens ‘mefistofélicos’ têm em comum o fato de personificarem o conceito do mal dentro do universo de uma narrativa e a necessidade de realizar algum tipo de pacto, acordo ou negociação com personagem que faz o papel de Fausto. Normalmente, o pacto envolverá algum tipo de troca, onde o elemento ‘faustiano’ terá que abdicar de algum princípio moral ou ético para receber o que lhe fora prometido”.[7]

Nos contos de Pedro Malasartes os pactos constituem-se como o fio condutor da narrativa. Geralmente, é posta uma situação que aparentemente se mostra desfavorável para Malasartes; assim, os poderosos julgam ser possível tirar proveito e acabam sendo logrados pelo pícaro. Vejamos uma situação que ilustra esse movimento:

“Um certo dia, o nosso herói popular, Malasartes, se encontrando sem nenhum dinheiro, encontrou no meio do caminho uma ruma de excremento ainda fresca. Parou, curvou-se e cobriu o achado com o seu próprio chapéu, ficando de cócoras, segurando as abas, como se guardasse uma preciosidade. Naquele momento ia passando um homem a cavalo, que curioso perguntou:

– O que está guardando aí, meu amigo?

Malasartes levantou a cabeça bem devagarzinho e olhando pro homem só com o canto do olho respondeu:

– Estou guardando o mais bonito e selvagem passarinho do mundo. Custou mais finalmente o peguei.

– E o que vai fazer? – Perguntou de novo o homem.

– Vou esperar que passe um conhecido para vendê-lo ou mandar comprar uma gaiola e levar pra minha casa para ficar admirando sua beleza e seu canto.

– Quanto quer pelo passarinho? – Perguntou o homem curioso.

Malasartes sem pestanejar respondeu:

– Vinte mil.

– Está fechado – disse o homem descendo do cavalo – Tome o dinheiro e monte o meu cavalo e vá comprar uma gaiola para que eu possa levar essa raridade.

Malasartes mandou que ele segurasse com cuidado para o pássaro não voar, montou no cavalo, meteu o dinheiro no bolso, picou a esporas no animal e saiu em disparada. O homem curioso que comprou o passarinho esperou, esperou e perdendo a paciência ou cutucado pela sua grande curiosidade, passou a mão para debaixo do chapéu, pensando em segurar a mais linda e valiosa ave do mundo, tendo no momento pegado na bosta mole e fedorenta, ficando com a mão suja, furioso por Ter sido enganado duas vezes, com o dinheiro e o cavalo, e sem poder castigar o astucioso Malasartes, que devido a sua curiosidade em torno do pássaro, não lembrava de sua fisionomia.

Malasartes se pôs na estrada e nunca mais o homem o viu”.[8]

Esse conto é extremamente ilustrativo de uma matriz que se repete em outros contos desse personagem, como se fosse uma teia argumentativa, ou, parafraseando o termo de Jerusa Ferreira, um “tecido malasartiano”. Dessa forma podemos mapear as seguintes situações:

1 – É dada uma situação de necessidade que impele nosso herói a pensar em uma alternativa;

2 – Vale-se dessa situação desfavorável para lograr e conseguir dinheiro;

3 – Encontra-se com alguém disposto a fazer um bom negócio e que julga poder tirar proveito da ignorância de Malasartes;

4 – Feito o pacto e/ou troca pelo objeto (mágico, sobrenatural, único, especial e/ou vantajoso) a pessoa lograda percebe que foi enganada;

5 – Malasartes se põe novamente na estrada, sem destino e sem moradia fixa.

Diante disso, Roberto DaMatta concebe essa forma de logro como:

“[...] a atualização perfeita da fórmula capaz de fazer um ricaço imbuído do poder do dinheiro comprar merda e, melhor ainda, de o pobre conseguir transformar merda (ou seja, a pobreza e a fome) em dinheiro (ou seja, a astúcia e a criatividade), provando a sua mais pura equivalência”.[9]

É interessante notarmos que mesmo conseguindo muito dinheiro, as histórias desse personagem não podem ser tomadas como modelos de ascensão social. Pelo contrário, todos os bens conseguidos com o logro são rapidamente desfeitos, gastos sem que haja uma preocupação com o futuro. Aliás, Malasartes vive o presente e somente se preocupa com o agora.

Por outro lado, um aspecto nos chama atenção: Malasartes se aproxima com a figura diabólica não somente por sua sagacidade, mas também pelos elementos de baixo corporalidade a ele associados (excrementos, urubus, cadáveres, etc.). Esses elementos têm espaço reservado na tradição cômica popular, conforme nos demonstrou Bakhtin. Assim, Malasartes traz as marcas da sua condição liminar, paradigmática de tudo aquilo que é ambíguo e não pode ser enquadrado nas definições e classificações previstas pela cultura.

Associando-o à figura do diabo cômico, como sujeito marginal proscrito do sistema social, a ambos é permitido comportar-se anti-socialmente como expressão própria de sua situação liminar. O caráter de Malasartes é, segundo DaMatta, ser um “[...] eterno andarilho, incapaz de reproduzir-se como categoria social”.[10] Afinal, como conclui o autor, “Pedro é um malandro e, como tal, prefere continuar sua vida de andanças, logros e aventuras – uma existência social individualizada – a ficar preso a criados, gado e bens de produção, pois fatalmente recriaria a opressão do velho fazendeiro”.[11]

Pedro Malasartes sob o olhar de Mazzaropi: algumas considerações

A figura de Malasartes é vislumbrada não somente na literatura, mas também em produções cinematográficas.[12] Como proposta de análise, realizaremos um paralelo entre os contos recolhidos por Camara Cascudo e o filme produzido por Amasio Mazzaropi, em 1960 intitulado, As aventuras de Pedro Malasartes. Para tanto, utilizaremos algumas imagens capturadas do filme, pois as reconhecemos como de suma importância para a realização desse contraponto.

Sendo assim, vejamos como se inicia essa história. A primeira diferença que nos salta aos olhos é a relação entre Pedro e seus irmãos. No conto, há uma dicotomia entre as figuras de João (irmão) e Malasartes. O primeiro é tido como honesto e trabalhador, em contrapartida, Pedro é definido como “astucioso e vadio”. Segundo Roberto DaMatta, as motivações iniciais de sua vida como enganador são impostas pelo sentimento de vingança: vingança contra o proprietário “rico e velhaco” que fazia contratos impossíveis de serem cumpridos pelos trabalhadores.[13] No filme, a imagem dos irmãos se associa mais à figura dos exploradores do que propriamente dos explorados. Pedro não sai de casa para vingar seu irmão honesto, ao contrário, segue seu rumo devido à exploração dos irmãos desonestos.

Cena do Filme "As aventuras de Pedro Malasartes"

Outro aspecto que difere as produções é a personagem Maria. No filme, Malasartes foge de sua “namorada”, levando consigo somente sua parte na herança: um tacho, um ganso e um saco.O fato de não ser um urubu também provoca dissonâncias, pois a ave agourenta associa-se ao baixo ventre, o que não ocorre com o ganso.

Os atributos de liminaridade dizem respeito a aspectos ambíguos, visto que as pessoas que se encontram nessas condições se furtam ou escapam à rede de classificações que determinam a localização de estados e posições num espaço cultural. Normalmente, não se fixam em um determinado lugar (físico e social), vivendo sempre à margem da sociedade. Esse aspecto se mantém durante toda a obra (tanto literária quanto a fílmica), uma vez que a personagem de Mazzaropi também não traça rumos e objetivos, bem como expectativas futuras.

Cena do filmes "As aventuras de Pedro Malasartes"

A figura dos meninos que o seguem exalta uma característica do “diabo cômico”: ele é um ser ambíguo, capaz de fazer o mal e o bem dependendo das circunstâncias. De acordo com Luciana Gonçalves de Carvalho, esse tipo de personagem nunca se encontra totalmente no domínio do mal, podendo realizar obras maléficas na mesma proporção que faz benfeitorias. Segundo a autora, o Diabo Cômico suscita a simpatia dos humanos em diversas manifestações culturais, especialmente as populares. Para ela, ele

“[...] tende à mediação, permanecendo nas fronteiras entre o Bem e o Mal, a meio caminho entre a divindade e o humano. Ele é capaz de pregar peças nos santos e nos homens com igual facilidade e irreverência. Da mesma forma, não é tão absoluto que não possa ser enganado pelos homens, quando estes se mostram mais espetos e “diabólicos” do que o próprio Diabo”.[14]

Outra característica em ambas as obras (literatura e cinema) diz respeito ao logro. Este perpassa toda os momentos, em uma estrutura que facilmente associamos às histórias malasartianas. Interessante notarmos que, no filme, a primeira visão que os “enganados” tem de Malasartes é sempre de cima, criando assim uma idéia de superioridade. Esse fator se mostra de extrema importância para a narrativa, pois somente se julgando em um patamar superior os “poderosos”, ditos “intocáveis” por sua situação financeiro/política, abrirão brechas para que o nosso anti-herói possa ludibriá-los.

Cena do filme "As aventuras de Pedro Malasartes"

Sempre há uma relação com “objetos mágicos”, apesar destes não trazerem consigo nenhuma qualidade sobrenatural. É jogando com a ganância e com a vaidade que Malasartes consegue lograr suas “vítimas”, agregando aos objetos comuns qualidades especiais e únicas. No entanto, estas pessoas são, na verdade, vítimas de suas próprias falhas de caráter, uma vez que o primeiro contato, bem como a proposta de compra, sempre parte desses sujeitos.

Cena do filme "As aventuras de Pedro Malasartes"

Durante toda obra, criam-se dicotomias e contrastes que auxiliam na determinação dos lugares sociais de cada personagem. Na figura ao lado, por exemplo, observamos que esse aspecto é revelado tanto pelo porte físico como pelo tipo de roupa. Assim, temos a gordura corporal como sinônimo de fartura, da mesma maneira que as roupas alinhadas indicam uma situação financeira favorável, ressaltada pela pobreza e descompostura de Malasartes. Desse ponto de vista, a formação das personagens é delimitada não somente pela afirmação do que as mesmas são, mas, também, pela demonstração daquilo dos lugares que elas não ocupam.

Cena do filme "As aventuras de Pedro Malasartes"

Por último, gostaríamos de ressaltar algumas particularidades do desfecho da obra cinematográfica. Em um primeiro aspecto, é mister afirmar que os contos literários de Pedro Malasartes não possuem uma linearidade que determinam uma ordem de leitura, bem como um final único para os mesmos. Essa estrutura narrativa, no entanto, se faz necessário para a obra fílmica, mesmo que esse início e fim possam dar viés para histórias futuras.

O enredo traz consigo uma lógica interna que dá à mesma coesão e sentido. Isto significa que mesmo respeitando a estrutura narrativa, o processo de adaptação de uma obra literária para a tela não significa, de forma alguma, que o roteirista e/ou diretor estejam impossibilitados de tecer considerações sobre suas próprias leituras representativas dos contos malasartianos. “Isso não quer dizer que adaptar seja ‘uma cadeia, [na verdade] é uma referência que faz chegar a grandes descobertas, pois transformar o livro em filme significa recriar, em outra forma de expressão, o universo do autor”.[15]

No filme de Mazzaropi, as crianças que seguiam Pedro são entregues aos cuidados de um orfanato, o que delineia a impossibilidade da personagem continuar a conviver com os mesmos. Assim, aquele que outrora foi um andarilho, sem um lugar seguro na sociedade, agora deixa para trás esta “liberdade” enquanto sujeito sem obrigações com uma determinada camada social. A ele é dado um emprego na instituição de abrigo aos menores, porém com a condição de que este se case com Maria (a namorada que desde o início do filme segue seu rastro através dos logros aplicados por Malasartes).

Desse ponto de vista, o amor se constitui como fator moralizante, visto que este sentimento (tecido à namorada e às crianças) é o que faz com que nosso personagem toma a decisão de se casar e assumir a responsabilidade de um emprego e de uma família. Segundo Jerusa Pires Ferreira esse tipo de desfecho diz respeito à tradição mariânica, “[...] aquela que nas religiões populares faz de Nossa Senhora a mediadora de todas as questões, a vitória do eterno princípio feminino [...]”.[16] Essa passagem nos remete à obra de Ariano Suassuna, quando a personagem João Grilo (um pícaro, tal como Malasartes) recorre a Nossa Senhora no momento do seu julgamento divino. Afinal, “[...] a distância entre nós [humanos] e o Senhor é muito grande. Não é por nada não, mas sua mãe é gente como eu, só que gente muito boa, enquanto eu não valho nada”.[17] No filme de Mazzaropi também é Maria que o redime, dando a ele um lugar na sociedade e no seio familiar.

Entretanto não sabemos a continuidade dos fatos que se seguem, afinal, essa tomada de decisão pode muito bem se constituir em mais um dos logros de nosso anti-herói. A indicação a essa futura situação é dada pela cena em que, após prometer nunca mais vender nenhum objeto encantado, Malasartes oferece ao Frade um buraco onde se ouve a Santa Missa de Roma.

Referências Bibliográficas

CARVALHO, Luciana Gonçalves de. O Diabo e o Riso na Cultura Popular. Enfoques – revista eletrônica dos alunos do PPGSA, ISSN 1678-1813.

DaMATTA, Roberto. Pedro Malasartes e os paradoxos da malandragem. In: ______. Carnavais, Malandros e Heróis — para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1983.

DAVI, Tânia Nunes. Subterrâneos do Autoritarismo: em Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos e Nelson Pereira dos Santos. Uberlândia: EDUFU, 2007.

FERREIRA, Jerusa Pires. Fausto no Horizonte. São Paulo: Hucitec, 1995.

FERREIRA, Jerusa Pires. Fausto no Horizonte. São Paulo: Hucitec, 1995.

RAVAGNANI, Vera Lúcia. (Focalizadora) As Aventuras de Pedro Malasartes. Disponível em: <<www.botucatu.sp.gov.br/Eventos/2007/contHistorias/bauhistorias/Pedro%20Malasartes.pdf>>

ROCHA JR., Newton Ribeiro. O mito de Mefisto em Neuromancer de William Gibson. Associação Brasileira de Literatura Comparada, encontro de 2007. Disponível em: <<http://www.abralic.org.br/enc2007/anais/41/404.pdf>>.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na intimidade. ______. (Org.). História da vida privada no Brasil: Contrastes da intimidade contemporânea. 3. reimp. São Paulo: Cia. das Letras, 2004.

SUASSUNA, Ariano. O Auto da Compadecida. São Paulo: Agir, 2005.


* Mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia. Bolsista de Apoio Técnico CNPq.

[1] DaMATTA, Roberto. Pedro Malasartes e os paradoxos da malandragem. In: ______. Carnavais, Malandros e Heróis — para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1983, p. 273.

[2] SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem preto nem branco, muito pelo contrário: cor e raça na intimidade. ______. (Org.). História da vida privada no Brasil: Contrastes da intimidade contemporânea. 3. reimp. São Paulo: Cia. das Letras, 2004. p. 198.

[3] Ibid., p. 200.

[4] DaMATTA, 1983, op. cit., p. 274.

[5] O poder dos fracos, segundo Roberto DaMatta, “[...] é o poder de obedecer e, por isso mesmo, destruir a opressão pela obediência malandra, oportuna e sagaz”. (Ibid., p. 294) E mais adiante continua, “Os poderes dos fracos, assim, são poderes internos que não podem ser roubados. Daí sua profunda associação com o mágico e o místico, essas forças que se associam interna e intrinsecamente a certos objetos, elementos, cargos e/ou papéis sociais”. (Ibid., p. 295-296.)

[6] FERREIRA, Jerusa Pires. Fausto no Horizonte. São Paulo: Hucitec, 1995, p. 50.

[7] ROCHA JR., Newton Ribeiro. O mito de Mefisto em Neuromancer de William Gibson. Associação Brasileira de Literatura Comparada, encontro de 2007, p. 1. Disponível em: <<http://www.abralic.org.br/enc2007/anais/41/404.pdf>>. Acesso em: 10 de maio de 2008.

[8] RAVAGNANI, Vera Lúcia. (Focalizadora) As Aventuras de Pedro Malasartes. Disponível em: <<www.botucatu.sp.gov.br/Eventos/2007/contHistorias/bauhistorias/Pedro%20Malasartes.pdf>>. Consultado em: 05 de maio de 2008.

[9] DaMATTA, Roberto. Pedro Malasartes e os paradoxos da malandragem. In: ______. Carnavais, Malandros e Heróis — para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1983, p. 289.

[10] DaMATTA, Roberto. Pedro Malasartes e os paradoxos da malandragem. In: ______. Carnavais, Malandros e Heróis — para uma sociologia do dilema brasileiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1983, p. 281.

[11] Ibid., p. 299.

[12] São inúmeras as obras que trazem em seus enredos o arquétipo do malandro – aquele que logra com a pobreza e com os poderosos. Além dos títulos produzidos por Amásio Mazzaropi (O jeca contra o capeta, Jecão...Um Fofoqueiro no Céu, As aventuras de Pedro Malazartes, dentre outros) temos, no cinema brasileiro, alguns exemplos de obras fílmicas que trazem esse tipo de personagem, a saber: Malandro (Ruy Guerra, 1986), Rio 40 graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955), assim como toda a filmografia do grupo Os trapalhões. No campo da Literatura talvez o exemplo mais expressivo seja a personagem João Grilo, da obra de Ariano Suassuna O Auto da Compadecida. Já no teatro podemos destacar a peça de Chico de Assis Xandu Quaresma

[13] Sobre esse assunto, é de extrema valia a leitura do capítulo Pedro Malasartes e os paradoxos da malandragem do livro Carnavais, Malandros e Heróis — para uma sociologia do dilema brasileiro, de Roberto DaMatta.

[14] CARVALHO, Luciana Gonçalves de. O Diabo e o Riso na Cultura Popular. Enfoques – revista eletrônica dos alunos do PPGSA, ISSN 1678-1813, p. 5-6.

[15] DAVI, Tânia Nunes. Subterrâneos do Autoritarismo: em Memórias do Cárcere de Graciliano Ramos e Nelson Pereira dos Santos. Uberlândia: EDUFU, 2007, p. 65.

[16] FERREIRA, Jerusa Pires. Fausto no Horizonte. São Paulo: Hucitec, 1995, p. 49.

[17] SUASSUNA, Ariano. O Auto da Compadecida. São Paulo: Agir, 2005, p. 174.